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Pensão alimentícia: como o valor é definido e muda

Poucos assuntos geram tanta dúvida quanto a pensão alimentícia. Quem paga acha que é muito, quem recebe muitas vezes acha que é pouco, e quase todo mundo quer saber se existe uma tabela ou uma porcentagem fixa. A verdade é que não existe um número mágico, e sim critérios que a lei manda considerar. Vou explicar como o valor é definido e em que situações ele pode mudar.

O binômio necessidade e possibilidade

A pensão alimentícia é calculada com base em dois lados que precisam estar em equilíbrio. De um lado, a necessidade de quem recebe, ou seja, quanto custa manter as despesas de alimentação, moradia, saúde, educação e lazer. Do outro, a possibilidade de quem paga, isto é, o quanto essa pessoa realmente pode contribuir sem comprometer a própria subsistência.

É desse equilíbrio que nasce o valor. Por isso duas famílias em situações parecidas podem chegar a valores diferentes: tudo depende das despesas reais da criança e da renda de quem paga.

E a história dos trinta por cento?

Muita gente ouve falar que a pensão é sempre trinta por cento do salário. Isso é um mito. Esse percentual às vezes aparece como referência, mas não é uma regra fixa. O valor pode ser definido em porcentagem sobre a renda ou em quantia fixa, e o percentual varia conforme o número de filhos e as circunstâncias de cada caso.

Em mais de treze anos acompanhando famílias, aprendi que a pensão justa não é a maior nem a menor, é aquela que cabe na realidade das duas partes e protege quem mais precisa: a criança.

Quando o valor pode ser revisado

A pensão não é um valor gravado em pedra. Ela pode ser revista, para mais ou para menos, sempre que houver mudança na necessidade de quem recebe ou na possibilidade de quem paga. Algumas situações comuns que justificam um pedido de revisão:

  • Quem paga perdeu o emprego, teve queda de renda ou passou a ter novas responsabilidades familiares.
  • Quem paga teve aumento significativo de renda.
  • As despesas da criança cresceram, por exemplo com a entrada na escola, tratamentos de saúde ou atividades.
  • Mudança relevante na guarda ou na rotina de convivência.

A revisão não acontece de forma automática. É preciso demonstrar a mudança para que o valor seja ajustado, e é aí que a orientação ajuda a organizar as provas.

E quando a pensão não é paga?

O não pagamento da pensão é uma das situações mais angustiantes para quem cuida dos filhos. A lei prevê caminhos para cobrar os valores atrasados, e um deles é bastante enérgico, podendo levar à prisão de quem deve de forma injustificada. Existe também a possibilidade de descontar diretamente do salário ou de buscar bens do devedor.

Cada forma de cobrança tem regras e prazos próprios, e a escolha do caminho depende de quanto tempo está atrasado e da situação de quem deve. O importante é saber que existe solução e que a criança tem direito de receber.

Pensão é direito do filho

Vale reforçar um ponto que muita gente esquece: a pensão pertence ao filho, não ao pai ou à mãe que recebe em nome dele. Ela existe para garantir o sustento e o desenvolvimento da criança, e é assim que a Justiça enxerga a questão.

Se você tem dúvidas sobre fixar, revisar ou cobrar pensão, o primeiro passo é entender os números da sua realidade. A partir daí fica muito mais fácil buscar um valor justo.

Se você está passando por uma situação assim e quer entender seus direitos com calma, me chame no WhatsApp para uma análise sem compromisso. Sou a Ceres Vieira, advogada de Família e Sucessões (OAB/PR 67.874), e atendo em Ponta Grossa e online para todo o Brasil.

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